Como controlar a planilha de treino dos seus atletas: método simples para acompanhar execução, evolução e consistência
Se você só “envia a planilha”, você perde o principal: aderência. Veja um modelo prático para monitorar se o atleta executou o que foi prescrito, como ele respondeu e onde ajustar na semana seguinte.

Controlar planilha de treino não é “cobrar atleta”. É garantir que a prescrição está virando execução — e que a execução está gerando adaptação (e não fadiga crônica). Um acompanhamento bem feito aumenta consistência, reduz lesão e acelera evolução, porque você para de decidir no “achismo”.
A seguir vai um método simples, que funciona tanto com 5 atletas quanto com 50.
1) O que você precisa medir (o mínimo que dá resultado)
Você não precisa de 30 métricas. Controle 5 coisas:
Se você controla isso, você já enxerga rapidamente:
2) Crie um “padrão de entrega” do treino (para facilitar o controle)
Para cada treino da planilha, padronize 4 campos:
Exemplo de retorno padrão do atleta:
3) Use um “semáforo” para decidir ajuste de carga
Você pode automatizar mentalmente (ou no sistema) com 3 status:
Verde (segue o plano)
Amarelo (ajuste leve)
Vermelho (prioridade: recuperar)
4) Faça 1 rotina fixa de revisão semanal (15 minutos por atleta)
Estrutura simples:
5) Erros comuns ao “controlar planilha” (e como evitar)
6) Modelo pronto (para você copiar no seu sistema)
Checklist do atleta após o treino (30 segundos):
Dashboard do treinador (semana):
A seguir vai um método simples, que funciona tanto com 5 atletas quanto com 50.
1) O que você precisa medir (o mínimo que dá resultado)
Você não precisa de 30 métricas. Controle 5 coisas:
- Aderência (compliance): o atleta fez o treino?
- Qualidade do treino: fez como prescrito (ritmo/zonas/volume)?
- RPE (esforço percebido): foi leve, moderado, duro, muito duro?
- Sinais de fadiga: sono, dor, motivação, estresse.
- Resumo semanal: total de km/tempo + 1 nota do atleta (“como foi a semana?”).
Se você controla isso, você já enxerga rapidamente:
- quem está subtreinando (falta de consistência),
- quem está “passando do ponto” (fadiga acumulando),
- quem executa e evolui (aderência alta + boa resposta).
2) Crie um “padrão de entrega” do treino (para facilitar o controle)
Para cada treino da planilha, padronize 4 campos:
- Objetivo do treino (ex.: “capacidade aeróbia”, “VO₂”, “limiar”)
- Como executar (ritmo/FC/Zona + tempo de recuperação)
- Como deve parecer (RPE esperado: 3/10, 6/10, 8/10…)
- O que o atleta precisa te devolver (2 perguntas curtas)
Exemplo de retorno padrão do atleta:
- RPE do treino: 1–10
- Observação: “pernas pesadas?”, “dor?”, “conseguiu bater os blocos?”
3) Use um “semáforo” para decidir ajuste de carga
Você pode automatizar mentalmente (ou no sistema) com 3 status:
Verde (segue o plano)
- fez 80–100% dos treinos
- RPE dentro do esperado
- sem dores novas
- sono ok
Amarelo (ajuste leve)
- faltou 1 treino-chave ou RPE acima do esperado
- queixas leves (panturrilha, canela, cansaço)
- estresse/sono ruim
Vermelho (prioridade: recuperar)
- dor persistente
- piora do sono + irritação + queda de performance
- frequência de “quebra” em treinos leves
- atleta “arrastando”
4) Faça 1 rotina fixa de revisão semanal (15 minutos por atleta)
Estrutura simples:
- Resumo da semana: km/tempo + treinos executados
- Treino-chave 1 (tiro/intervalado): entregou? como foi o RPE?
- Treino-chave 2 (ritmo/longão): sustentou? sobrou?
- Sinais de fadiga/dor: sim/não + onde
- Decisão do próximo microciclo: manter / ajustar / deload
5) Erros comuns ao “controlar planilha” (e como evitar)
- Só olhar pace: pace muda com clima, terreno e sono. Sempre cruze com RPE.
- Ajustar tarde: dor pequena vira lesão quando você insiste 2–3 semanas.
- Querer 100% de perfeição: objetivo é consistência, não execução perfeita.
6) Modelo pronto (para você copiar no seu sistema)
Checklist do atleta após o treino (30 segundos):
- Concluiu? (sim/não)
- RPE (1–10)
- Dor/incômodo? (sim/não + onde)
- Observação (1 frase)
Dashboard do treinador (semana):
- % aderência (treinos feitos / treinos planejados)
- 2 treinos-chave (status + RPE)
- alerta de fadiga (3+ dias com RPE alto ou dor)


