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Correr em Jejum Emagrece? Confira os Riscos e Benefícios Segundo Especialistas

Para entender melhor os impactos da corrida em jejum no organismo, ouvimos o médico do esporte Roberto Ranzini, que explicou os principais riscos e possíveis benefícios dessa prática.

SAÚDE
Saúde mental e bem-estar

 - 3 minutos de leitura

Correr em Jejum Emagrece? Confira os Riscos e Benefícios Segundo Especialistas
Legenda: A prática da corrida em jejum exige cuidados com a glicemia e hidratação para evitar queda de rendimento.

A prática de correr em jejum divide opiniões entre atletas e especialistas. Para muitos, é uma estratégia para acelerar a queima de gordura; para outros, um risco desnecessário à saúde. Entender como o seu metabolismo reage à falta de combustível é essencial para não comprometer sua performance e segurança.

O que acontece com o corpo quando se corre em jejum?

“Correr de estômago vazio pode provocar queda nos níveis de glicose no sangue, gerando tontura, fraqueza e até desmaios”, alerta o Dr. Ranzini. Segundo ele, quem possui condições médicas prévias deve buscar orientação profissional, pois os efeitos adversos podem ser graves.

Riscos imediatos do treino sem alimentação:

  • Desempenho prejudicado: A falta de glicogênio (carboidratos estocados) reduz drasticamente a capacidade de treinar em alta intensidade.
  • Aumento do Cortisol: O exercício em jejum eleva os níveis do hormônio do estresse, o que pode ser prejudicial a longo prazo.
  • Queima de gordura limitada: Estudos sugerem que, ao contrário da crença popular, a corrida em jejum nem sempre aumenta a oxidação de gordura de forma eficiente.
  • Desconfortos Gastrointestinais: Consumir alimentos pesados logo após o jejum pode causar náuseas e indigestão.

Quais os possíveis benefícios da corrida em jejum?

Embora exija cautela, a prática pode oferecer vantagens dependendo da individualidade biológica do corredor:

  • Praticidade na rotina: Ideal para quem precisa treinar muito cedo e não tem tempo para digestão.
  • Menos desconforto estomacal: Evita o refluxo ou peso no estômago causados por refeições pré-treino mal planejadas.
  • Adaptação Metabólica: Pode auxiliar o corpo a regular melhor a insulina e, em alguns casos, recorrer às reservas de gordura como fonte de energia secundária.

Principais Riscos e Desvantagens: O Lado Negativo

O Dr. Ranzini reforça que "se você já começa o treino em um estado esgotado, pode estar causando problemas sérios de saúde". Entre as desvantagens, destacam-se:

  • Hipoglicemia: Queda acentuada de açúcar no sangue.
  • Compensação Alimentar: Fome excessiva ao longo do dia, o que pode anular a perda de peso.
  • Imunidade Comprometida: O organismo fica mais vulnerável após esforços intensos sem aporte nutricional.
  • Impactos Hormonais em Mulheres: Pode afetar o ciclo menstrual, a massa muscular e a densidade óssea.

Como saber se correr em jejum funciona para você?

Os sinais de alerta de que a prática não está sendo benéfica incluem fadiga constante, sono de má qualidade e estagnação no desempenho. Nesses casos, a recomendação é interromper a prática e ajustar a dieta com um nutricionista esportivo.

Dicas de segurança do especialista:

Se você deseja experimentar a corrida em jejum, o Dr. Ranzini sugere:

  1. Jante bem na noite anterior para garantir reservas mínimas.
  2. Mantenha uma hidratação adequada (água é permitida e obrigatória).
  3. Evite treinos de alta intensidade (tiros ou ladeiras) em jejum.
  4. Respeite os sinais de tontura e pare imediatamente se necessário.

“Correr em jejum não é indicado para todos. Uma avaliação individual é fundamental para garantir resultados com segurança”, conclui o médico.

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