O ano passa. O corpo fica. O que você fez por ele em 2025?
Entre metas, treinos e obrigações, talvez a pergunta mais importante do ano não seja “quanto você produziu”, mas como você habitou o seu corpo.

Entre metas, treinos e obrigações, talvez a pergunta mais importante do ano não seja “quanto você produziu”, mas como você habitou o seu corpo.
O ano chega ao fim quase sempre da mesma forma: listas, balanços, metas, promessas.
Mas existe um lugar onde o tempo não passa do mesmo jeito.
Esse lugar é o corpo.
Enquanto o calendário vira, o corpo acumula.
Acumula tensões não descarregadas.
Respirações encurtadas.
Movimentos repetidos sem consciência.
Silêncios ignorados.
Você pode ter treinado mais.
Pode ter sido mais disciplinado.
Pode ter batido metas.
E ainda assim… se afastado do seu corpo.
Porque movimento não é sinônimo de presença.
E esforço não é sinônimo de cuidado.
Ao longo do ano, o corpo falou de muitas formas:
– na rigidez ao acordar
– na dor que apareceu “do nada”
– no cansaço que não passou com descanso
– na respiração curta em momentos simples
Esses sinais não são falhas.
São mensagens.
A ciência do movimento já é clara:
Corpos que só performam, mas não regulam, adoecem.
Corpos que repetem padrões sem variar, sobrecarregam.
Corpos que ignoram a respiração e o sistema nervoso, perdem eficiência e prazer.
Cuidar do corpo não é fazer mais.
É fazer melhor.
Com intenção.
Com escuta.
Com respeito aos limites que mudam ao longo da vida.
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Talvez o verdadeiro fechamento de ano não seja traçar novas metas, mas responder com honestidade:
Eu habitei o meu corpo ou apenas o utilizei?
Que o próximo ano não comece com mais cobrança, mas com mais consciência.
Mais mobilidade do que rigidez.
Mais respiração do que tensão.
Mais presença do que pressa.
Porque o corpo que você constrói hoje é o corpo que vai te sustentar amanhã.
E ele não precisa de promessas grandiosas.
Precisa apenas que você esteja nele.


