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Como identificar pontos de melhora no Strava dos seus alunos: 10 sinais práticos (sem virar refém de gráficos)

Em 10 minutos por atleta, você consegue enxergar onde ele mais ganha performance: consistência, pacing, deriva cardíaca, eficiência em subidas, cadência e execução de treinos-chave. Veja um checklist pronto.

TREINOS
Técnica e performance

 - 3 minutos de leitura

Como identificar pontos de melhora no Strava dos seus alunos: 10 sinais práticos (sem virar refém de gráficos)
Legenda: Strava: consistência, pacing e esforço revelam exatamente onde o aluno pode melhorar.
Quando você abre o Strava de um aluno, dá para se perder em “pace médio”, PR e um monte de gráfico. Para treinar melhor, você precisa de outra abordagem: encontrar o gargalo que mais entrega resultado com o menor risco.

Abaixo vai um checklist com 10 sinais práticos. Você não precisa usar todos sempre: escolha 3–4 por semana e acompanhe a evolução.

1) Consistência semanal (o principal “segredo”)
Antes de qualquer detalhe: o atleta está treinando com regularidade?
  • semanas muito irregulares (muito alto / muito baixo) → evolução lenta e risco maior
  • consistência moderada e contínua → evolução previsível

Ponto de melhora típico: “organizar a semana” antes de “aumentar intensidade”.

2) Longão: estabilidade de ritmo (pacing)
No longão, o objetivo quase nunca é “o mais rápido possível”. Olhe:
  • pace inicial muito forte e queda grande no final → pacing ruim e/ou base fraca
  • pace estável com leve progressão → base melhorando

Ajuste clássico: ensinar o aluno a “segurar” 20–30 min e fechar melhor.

3) Deriva cardíaca (se o aluno usa FC)
Em treinos contínuos moderados, compare:
  • pace parecido, mas FC sobe muito no final → sinal de baixa eficiência, calor, hidratação ruim ou fadiga
  • deriva menor ao longo das semanas → evolução aeróbia

Ponto de melhora: mais base + hidratação + sono.

4) Treinos de ritmo (tempo run): “serrote” vs controle
No tempo run, o gráfico de pace deve parecer linha, não montanha-russa.
  • muita variação = falta de controle de esforço, terreno ruim, zona errada
  • linha estável = domínio de ritmo (e isso vira prova boa)

Ponto de melhora: ajustar zona alvo + orientar execução por RPE quando o terreno atrapalha.

5) Intervalados/tiros: consistência dos splits
Aqui você acha o “motor” e o “freio”.
  • repetições muito diferentes entre si = falta de controle
  • começa forte e morre cedo = intensidade alta demais ou recuperação inadequada
  • melhora quando mantém reps estáveis = acerto de zona

Ponto de melhora: reduzir agressividade nas primeiras reps.

6) Recuperação entre repetições (qualidade da recuperação)
Muita gente “erra” a recuperação:
  • recupera rápido demais (não baixa esforço) → reps degradam
  • recupera lento demais (vira outro treino) → perde especificidade

Ponto de melhora: definir recuperação por tempo e objetivo (recuperação parcial vs quase total).

7) Subidas: onde o aluno está “perdendo tempo”
Se a cidade tem relevo, compare treinos em subidas:
  • pace despenca sempre + esforço alto → força/coordenação faltando
  • melhora quando introduz força e subida controlada → grande ganho

Ponto de melhora: bloco semanal de força + educativos + “hill reps” leves.

8) Cadência e forma (quando disponível)

Você não precisa “obrigar cadência”, mas pode observar tendências:
  • cadência muito baixa em ritmos moderados pode indicar overstride
  • cadência melhora naturalmente com força + técnica + ritmo controlado

Ponto de melhora: técnica simples (postura, passo curto em ritmos altos) e força.

9) Variação de terreno e clima (fator que distorce tudo)
Antes de ajustar planilha por “piorou o pace”, pergunte:
  • calor? vento? chuva? subidas? piso?
  • treino em esteira vs rua?

Ponto de melhora: padronizar 1 treino por semana para comparação (mesmo percurso/horário).

10) Sinais de fadiga (os alertas que aparecem antes da lesão)
O Strava costuma mostrar fadiga assim:
  • pace piora mas esforço (FC/RPE) sobe
  • o atleta “quebra” em treinos fáceis
  • semana com muitos treinos moderados sem intenção (tudo “meio forte”)

Ponto de melhora: delimitar dias fáceis de verdade + deload planejado.

Checklist rápido (para você usar sempre)
Quando abrir o Strava do aluno, responda:
  • Ele treinou com consistência?
  • Longão: controlou o começo e terminou bem?
  • Tempo run: pace estável?
  • Tiros: reps consistentes?
  • Existe sinal de fadiga escondida?

Se você tiver essas 5 respostas, você já sabe o que ajustar.

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