Como identificar pontos de melhora no Strava dos seus alunos: 10 sinais práticos (sem virar refém de gráficos)
Em 10 minutos por atleta, você consegue enxergar onde ele mais ganha performance: consistência, pacing, deriva cardíaca, eficiência em subidas, cadência e execução de treinos-chave. Veja um checklist pronto.

Quando você abre o Strava de um aluno, dá para se perder em “pace médio”, PR e um monte de gráfico. Para treinar melhor, você precisa de outra abordagem: encontrar o gargalo que mais entrega resultado com o menor risco.
Abaixo vai um checklist com 10 sinais práticos. Você não precisa usar todos sempre: escolha 3–4 por semana e acompanhe a evolução.
1) Consistência semanal (o principal “segredo”)
Antes de qualquer detalhe: o atleta está treinando com regularidade?
Ponto de melhora típico: “organizar a semana” antes de “aumentar intensidade”.
2) Longão: estabilidade de ritmo (pacing)
No longão, o objetivo quase nunca é “o mais rápido possível”. Olhe:
Ajuste clássico: ensinar o aluno a “segurar” 20–30 min e fechar melhor.
3) Deriva cardíaca (se o aluno usa FC)
Em treinos contínuos moderados, compare:
Ponto de melhora: mais base + hidratação + sono.
4) Treinos de ritmo (tempo run): “serrote” vs controle
No tempo run, o gráfico de pace deve parecer linha, não montanha-russa.
Ponto de melhora: ajustar zona alvo + orientar execução por RPE quando o terreno atrapalha.
5) Intervalados/tiros: consistência dos splits
Aqui você acha o “motor” e o “freio”.
Ponto de melhora: reduzir agressividade nas primeiras reps.
6) Recuperação entre repetições (qualidade da recuperação)
Muita gente “erra” a recuperação:
Ponto de melhora: definir recuperação por tempo e objetivo (recuperação parcial vs quase total).
7) Subidas: onde o aluno está “perdendo tempo”
Se a cidade tem relevo, compare treinos em subidas:
Ponto de melhora: bloco semanal de força + educativos + “hill reps” leves.
8) Cadência e forma (quando disponível)
Você não precisa “obrigar cadência”, mas pode observar tendências:
Ponto de melhora: técnica simples (postura, passo curto em ritmos altos) e força.
9) Variação de terreno e clima (fator que distorce tudo)
Antes de ajustar planilha por “piorou o pace”, pergunte:
Ponto de melhora: padronizar 1 treino por semana para comparação (mesmo percurso/horário).
10) Sinais de fadiga (os alertas que aparecem antes da lesão)
O Strava costuma mostrar fadiga assim:
Ponto de melhora: delimitar dias fáceis de verdade + deload planejado.
Checklist rápido (para você usar sempre)
Quando abrir o Strava do aluno, responda:
Se você tiver essas 5 respostas, você já sabe o que ajustar.
Abaixo vai um checklist com 10 sinais práticos. Você não precisa usar todos sempre: escolha 3–4 por semana e acompanhe a evolução.
1) Consistência semanal (o principal “segredo”)
Antes de qualquer detalhe: o atleta está treinando com regularidade?
- semanas muito irregulares (muito alto / muito baixo) → evolução lenta e risco maior
- consistência moderada e contínua → evolução previsível
Ponto de melhora típico: “organizar a semana” antes de “aumentar intensidade”.
2) Longão: estabilidade de ritmo (pacing)
No longão, o objetivo quase nunca é “o mais rápido possível”. Olhe:
- pace inicial muito forte e queda grande no final → pacing ruim e/ou base fraca
- pace estável com leve progressão → base melhorando
Ajuste clássico: ensinar o aluno a “segurar” 20–30 min e fechar melhor.
3) Deriva cardíaca (se o aluno usa FC)
Em treinos contínuos moderados, compare:
- pace parecido, mas FC sobe muito no final → sinal de baixa eficiência, calor, hidratação ruim ou fadiga
- deriva menor ao longo das semanas → evolução aeróbia
Ponto de melhora: mais base + hidratação + sono.
4) Treinos de ritmo (tempo run): “serrote” vs controle
No tempo run, o gráfico de pace deve parecer linha, não montanha-russa.
- muita variação = falta de controle de esforço, terreno ruim, zona errada
- linha estável = domínio de ritmo (e isso vira prova boa)
Ponto de melhora: ajustar zona alvo + orientar execução por RPE quando o terreno atrapalha.
5) Intervalados/tiros: consistência dos splits
Aqui você acha o “motor” e o “freio”.
- repetições muito diferentes entre si = falta de controle
- começa forte e morre cedo = intensidade alta demais ou recuperação inadequada
- melhora quando mantém reps estáveis = acerto de zona
Ponto de melhora: reduzir agressividade nas primeiras reps.
6) Recuperação entre repetições (qualidade da recuperação)
Muita gente “erra” a recuperação:
- recupera rápido demais (não baixa esforço) → reps degradam
- recupera lento demais (vira outro treino) → perde especificidade
Ponto de melhora: definir recuperação por tempo e objetivo (recuperação parcial vs quase total).
7) Subidas: onde o aluno está “perdendo tempo”
Se a cidade tem relevo, compare treinos em subidas:
- pace despenca sempre + esforço alto → força/coordenação faltando
- melhora quando introduz força e subida controlada → grande ganho
Ponto de melhora: bloco semanal de força + educativos + “hill reps” leves.
8) Cadência e forma (quando disponível)
Você não precisa “obrigar cadência”, mas pode observar tendências:
- cadência muito baixa em ritmos moderados pode indicar overstride
- cadência melhora naturalmente com força + técnica + ritmo controlado
Ponto de melhora: técnica simples (postura, passo curto em ritmos altos) e força.
9) Variação de terreno e clima (fator que distorce tudo)
Antes de ajustar planilha por “piorou o pace”, pergunte:
- calor? vento? chuva? subidas? piso?
- treino em esteira vs rua?
Ponto de melhora: padronizar 1 treino por semana para comparação (mesmo percurso/horário).
10) Sinais de fadiga (os alertas que aparecem antes da lesão)
O Strava costuma mostrar fadiga assim:
- pace piora mas esforço (FC/RPE) sobe
- o atleta “quebra” em treinos fáceis
- semana com muitos treinos moderados sem intenção (tudo “meio forte”)
Ponto de melhora: delimitar dias fáceis de verdade + deload planejado.
Checklist rápido (para você usar sempre)
Quando abrir o Strava do aluno, responda:
- Ele treinou com consistência?
- Longão: controlou o começo e terminou bem?
- Tempo run: pace estável?
- Tiros: reps consistentes?
- Existe sinal de fadiga escondida?
Se você tiver essas 5 respostas, você já sabe o que ajustar.


